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Uma publicação feita pela vereadora Suzi Barbosa (PL) gerou grande repercussão nas redes sociais em Celso Ramos. No post, a parlamentar criticou a sujeira e o descuido no cemitério municipal, pedindo que as autoridades competentes tomassem providências para manter o local limpo e adequado.
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A manifestação rapidamente provocou debate entre moradores. Internautas passaram a discutir quem seria o responsável pela manutenção do cemitério: a Igreja Católica ou a Prefeitura. São dezenas e mais dezenas de comentários nas redes sociais.
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Em meio à repercussão, o líder da Paróquia São Paulo Apóstolo também comentou na publicação, afirmando que existe uma lei aprovada há quase seis anos que trata da municipalização dos cemitérios. Segundo ele, a responsabilidade historicamente era da igreja, mas há mais de 20 anos existe a tentativa de transferi-la ao município.
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O representante religioso ainda criticou a administração anterior, alegando que, durante quatro anos, nenhuma ação foi tomada para resolver a situação, apesar da existência da lei. Ele também mencionou outras obras inacabadas no município, como a Rosa Mística.
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Como a gestão passada (2021–2024) foi citada nas discussões, o ex-prefeito Luizangelo Grassi também se pronunciou por meio de uma nota oficial.
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NOTA DE ESCLARECIMENTO
Venho por meio desta trazer um esclarecimento a respeito de comentários recentes envolvendo o Cemitério Municipal de Celso Ramos e citações à administração passada, da qual tive a responsabilidade de ser o gestor.
A comunidade conhece minha trajetória na vida pública, comunitária e também pessoal. Muitos acompanharam de perto o trabalho realizado ao longo dos anos e sabem que, em relação ao cemitério, assunto esse que voltou a ser mencionado, sempre houve zelo, respeito e responsabilidade.
Durante minha gestão à frente do município, mesmo o terreno não pertencendo legalmente à Prefeitura, nunca me neguei a atender solicitações relacionadas à manutenção do espaço. Foram realizadas limpezas periódicas, a recuperação de parte do muro que estava em risco e também a construção da calçada em frente ao local.
Em determinado momento surgiu a discussão sobre uma lei que mencionava a administração do cemitério pelo município. No entanto, surgiu uma questão importante: como o município poderia administrar formalmente um espaço cujo terreno pertence a uma instituição particular, neste caso à Mitra?
O próprio pároco, na época, mencionou que seria necessário que o terreno fosse transferido oficialmente ao município para que a Prefeitura pudesse administrar legalmente o espaço. A partir disso, iniciamos o processo administrativo para resolver essa situação.
Foi chamado um agrimensor, que realizou todo o mapeamento da área do cemitério. Em seguida começou-se a busca pelas matrículas do terreno que estariam em nome da Mitra. Pessoas da comunidade, na época membro do conselho, empenhou-se incansavelmente nessa busca, porém muitas escrituras não foram localizadas, por se tratar de uma doação muito antiga.
Durante as investigações cartoriais, identificou-se que parte do terreno ainda estava registrada nas matrículas dos antigos proprietários. Assim, foi iniciado um novo processo: o de doação formal desse terreno ao município.
Como todos sabem, processos dessa natureza envolvem trâmites legais e cartoriais que levam tempo. Quando encerramos a gestão em dezembro de 2024, toda a documentação já estava encaminhada, restando apenas alguns documentos dos doadores para que o cartório pudesse finalizar o processo e aguardar o registro da nova matrícula oficialmente em nome do município.
A partir de janeiro de 2025, não acompanhei mais o andamento desse processo, pois não faço mais parte da administração pública e não tenho acesso às etapas seguintes. A responsabilidade passou a ser da atual gestão municipal.
Portanto, considero importante que a população tenha conhecimento de todos os fatos e do trabalho que foi realizado para resolver uma situação antiga e complexa.
Reitero que, durante toda a minha trajetória pública, sempre procurei agir com responsabilidade, transparência e respeito à comunidade.
Luizangelo Grassi
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Fica muito evidente que a rixa politica no município ainda permance muito mais do que viva no pensamento dos celsoramenses, ao analizarmos todos os comentários postados e a linha de raciocínio de cada internauta.